Açúcar sobe quase 3% em NY com redução da oferta e alta do petróleo
As preocupações com a oferta de açúcar, combinadas com a movimentação do petróleo no mercado internacional deram impulso aos preços do adoçante na bols...
As preocupações com a oferta de açúcar, combinadas com a movimentação do petróleo no mercado internacional deram impulso aos preços do adoçante na bolsa de Nova York. Os lotes do demerara para julho fecharam em alta de 2,77% nesta segunda-feira (1/6), a 14,45 centavos de dólar a libra-peso. De acordo com Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, o açúcar se valorizou após as mais recentes estimativas de oferta e demanda global divulgadas na semana passada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). O órgão reduziu sua previsão de superávit global na safra 2025/26 de 11 milhões de toneladas para 6 milhões. Além disso, no primeiro dado para o ciclo 2026/27, a projeção para o superávit indica 4 milhões de toneladas. Somam-se a esses dados, a alta de mais de 4% do petróleo. Com o fóssil mais caro, as usinas tendem a direcionar mais cana-de-açúcar para produção de etanol em detrimento ao açúcar, reduzindo, portanto, a oferta do adoçante no mercado. Na avaliação de Muruci, nesse contexto de uma oferta mais ajustada, o petróleo tem força secundária para as movimentações do açúcar em Nova York. “Amanhã, se o petróleo voltar a cair, ainda podemos esperar preços firmes para o açúcar, que pode ter ganhos ainda maiores, chegando aos 15 ou 16 centavos até o final de junho. Isso porque há preocupação com o impacto do El Niño para a produção da Ásia e também com seus efeitos para a safra de cana no Brasil em agosto”, pontuou o analista. Algodão Além do açúcar, o algodão também se valorizou entre as agrícolas negociadas em Nova York. Os lotes com vencimento em julho fecharam em alta de 0,64%, a 76,64 centavos de dólar a libra-peso. Suco de laranja Pelo lado das quedas, o destaque ficou com o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês). Os contratos para julho fecharam a sessão em forte baixa, de 5,81%, a US$ 1,50 a libra-peso. Café O café seguiu com tendência de preços mais baixos em Nova York. Na sessão de hoje, os lotes do arábica para julho fecharam em queda de 1,88%, a US$ 2,6060 a libra-peso. O grão vem respondendo às notícias sobre o avanço da colheita de arábica no Brasil em 2026/27. O país é o maior produtor e exportador mundial da variedade. Cacau O cacau fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em queda. Os lotes da amêndoa para julho caíram 0,71%, para US$ 3.895 a tonelada.