Anec e Abiove dizem dialogar com governo sobre impasse em exportações de soja para China
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) informaram, em nota conjunta,...
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) informaram, em nota conjunta, que estão acompanhando “com preocupação” os desdobramentos relacionados à forma como o Ministério da Agricultura vem realizando análises de cargas de soja destinadas à China. As entidades disseram que seguem mantendo “diálogo constante com as autoridades competentes e com as demais entidades da cadeia produtiva” para buscar soluções “que garantam a fluidez do comércio, a previsibilidade das operações, prezando pela segurança jurídica e fortalecimento das relações comerciais internacionais e pela garantia dos requisitos de fitossanidade”. Na quarta-feira (11/3), o presidente da Cargill no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, disse à Reuters que a empresa suspendeu operações de exportação de soja brasileira para China bem como as compras do grão para o destino após o governo brasileiro ter alterado a forma de fazer a inspeção fitossanitária das cargas a serem exportadas. Segundo uma fonte ouvida pelo Valor em condição de anonimato, o governo brasileiro tem adotado tolerância zero à presença de algumas sementes de outras plantas nas cargas de soja, o que tem dificultado o escoamento do grão ao exterior. Conforme a fonte, cerca de 20 navios aguardam análise do Ministério da Agricultura, dos quais oito tiveram laudo positivo para sementes que não soja. Sousa, da Cargill, chegou a dizer que alguns navios que já tinham como destino a China estão tendo de ser levados para outros lugares.