Chuvas irregulares afetam lavouras e geram prejuízos em Mato Grosso do Sul
Os acumulados de chuva têm sido distintos no Estado de Mato Grosso do Sul nas últimas semanas, impactando a fase final de cultivo da soja e o início do culti...
Os acumulados de chuva têm sido distintos no Estado de Mato Grosso do Sul nas últimas semanas, impactando a fase final de cultivo da soja e o início do cultivo do milho de segunda safra, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A redução e a irregularidade dos eventos de chuva, juntamente com temperaturas mais elevadas, têm afetado principalmente as lavouras de soja com semeadura mais tardia, que ainda se encontram em fases fenológicas críticas da cultura. Esse período é decisivo para a definição de componentes de rendimento, como o número de grãos por vagem e o peso de grãos. A situação mais crítica ocorre no setor sul e sudeste do Estado, onde o déficit hídrico vem sendo observado de forma mais constante, gerando uma estimativa de perda de produtividade de até 35% até a metade de março. O produtor de soja Edivaldo Frenhan, de Caarapó (MS), relatou perdas na fase reprodutiva. Houve veranico prolongado em algumas áreas, interferindo diretamente no resultado produtivo. Em algumas áreas as perdas excederam 57%. Na média geral, há cerca de 17% de perda de produtividade, diz. Mesmo as áreas localizadas mais ao norte de Mato Grosso do Sul, que vinham apresentando condições hídricas favoráveis ao desenvolvimento das semeaduras tardias e beneficiadas por chuvas mais frequentes durante a fase vegetativa da soja, já começam a registrar déficits hídricos, aponta o Inmet. Nessa região, o aumento da frequência de déficits hídricos diários entre o final de fevereiro e o início de março contribuiu para a elevação da expectativa de perda de produtividade, estimada em 26,8% até 11 de março. No entanto, com a previsão de novas chuvas para os próximos dias, o déficit hídrico não deverá se intensificar. Apesar dos problemas climáticos, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma colheita de 15,7 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso do Sul, o que representa um aumento de 10,6% em relação à produção da safra 2024/25. Initial plugin text Segunda safra O impacto dessas condições nas culturas de segunda safra, entre elas milho, sorgo e pastagens, também resulta em ritmos distintos nos avanços de semeadura e estabelecimento das lavouras. No sul de Mato Grosso do Sul, o plantio do milho encontra-se mais avançado, porém depende da ocorrência de novos eventos de chuva para favorecer o desenvolvimento inicial das plantas. Já para as áreas do norte do Estado o cenário tende a ser mais adequado tanto para a semeadura quanto para o estabelecimento da cultura. Em Mato Grosso do Sul, a Conab estima a produção do milho de segunda safra em 12 milhões de toneladas em 2025/26, volume 8,9% menor do que a da temporada anterior.