Coamo compra instalações em Tamarana (PR) que eram arrendadas pela Belagrícola

A Coamo Cooperativa Agroindustrial anunciou nesta quinta-feira (12/3) que comprou instalações agrícolas da DBR Investimentos, até então arrendadas pelo Gru...

Coamo compra instalações em Tamarana (PR) que eram arrendadas pela Belagrícola
Coamo compra instalações em Tamarana (PR) que eram arrendadas pela Belagrícola (Foto: Reprodução)

A Coamo Cooperativa Agroindustrial anunciou nesta quinta-feira (12/3) que comprou instalações agrícolas da DBR Investimentos, até então arrendadas pelo Grupo Belagrícola. Trata-se de uma planta de beneficiamento de sementes de soja e trigo e do silo de recebimento de grãos, localizados em Tamarana (PR). O valor do negócio não foi divulgado. Segundo a cooperativa, a iniciativa faz parte de “sua estratégia de crescimento sustentável, fortalecimento operacional e atendimento aos produtores da região norte do Paraná”. O silo era arrendado pela Belagrícola e a planta de beneficiamento era operada pela Bela Sementes. “Importante destacar que a marca Bela Sementes permanece sob propriedade do Grupo Belagrícola”, acrescentou a Belagrícola em nota. De acordo com o comunicado da Belagrícola, a operação integra a estratégia de otimização de ativos e reforço da eficiência operacional das empresas do grupo, com o intuito de manter a competitividade dos negócios. Em janeiro, a Coamo fez a aquisição de quatro instalações agrícolas no Paraná, do fundo Pátria, um investimento de R$ 136 milhões. Eram armazéns de grãos, com capacidade total de 223 mil toneladas, localizados nas cidades de Sabáudia (PR), Assaí (PR), Bela Vista do Paraíso (PR) e Cambé (PR). Haviam também depósitos para insumos nas instalações, que até então eram arrendadas pela Belagrícola. Na última semana, a Belagrícola protocolou na 26ª Vara Falências e Recuperação Judicial da Comarca de Curitiba (PR), adesões adicionais a seu plano de recuperação extrajudicial e solicitou a homologação do plano, afirmando ter conseguido o apoio necessário de mais de 50% dos credores. A companhia busca a negociação de R$ 2,2 bilhões em dívidas.