Grãos sobem na bolsa de Chicago após nova disparada do petróleo

O preço dos grãos na bolsa de Chicago seguiu direcionado pela volatilidade no mercado do petróleo. No caso da soja, os papéis com entrega para maio tiveram ...

Grãos sobem na bolsa de Chicago após nova disparada do petróleo
Grãos sobem na bolsa de Chicago após nova disparada do petróleo (Foto: Reprodução)

O preço dos grãos na bolsa de Chicago seguiu direcionado pela volatilidade no mercado do petróleo. No caso da soja, os papéis com entrega para maio tiveram alta de 1,09% na sessão desta quinta-feira (12/3), cotados a US$ 12,2725 o bushel. Após subir 4% ontem, o petróleo avançou mais de 9% nesta quinta. O fóssil mais caro vem trazendo sustentação ao óleo de soja, puxando as altas do grão nas últimas sessões. “A subida do petróleo traz o sentimento de aumento na inflação em todo o mundo. Os fundos de investimento olham para esse cenário e buscam proteção em contratos futuros do setor agrícola”, diz Rodrigo Dib, consultor em gerenciamento de riscos da StoneX. Para além do receio inflacionário, o analista lembra que o momento de valorização do petróleo também eleva a expectativa de um consumo maior dos biocombustíveis nos Estados Unidos, gerando assim, mais demanda pelo grão americano. Milho O milho voltou a subir em Chicago, ainda impactado pelas altas recentes do petróleo. Os contratos para maio avançaram 0,49%, para US$ 4,6250 o bushel. A valorização do petróleo é positiva para os preços do cereal, já que o fóssil mais caro pode incrementar a demanda por etanol nos Estados Unidos, onde o milho é a principal matéria-prima do biocombustível. Trigo Os futuros do trigo subiram na bolsa de Chicago em meio a um quadro favorável de demanda. Os contratos para maio fecharam em alta de 0,63% a US$ 5,9850 o bushel. As vendas semanais de trigo nos EUA chegaram a 455,4 mil toneladas no período de sete dias encerrado em 5 de março, ficando acima das 203,1 mil reportadas na semana imediatamente anterior, pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O clima adverso para áreas produtoras americanas também traz alguma pressão de alta para os preços futuros do cereal.