Preço do boi gordo encerra maio estável, mas cotação caiu no mês

O mercado pecuário encerrou o mês de maio calmo, com poucos negócios, informa a Scot Consultoria. O planejamento da ponta compradora era adquirir boiadas con...

Preço do boi gordo encerra maio estável, mas cotação caiu no mês
Preço do boi gordo encerra maio estável, mas cotação caiu no mês (Foto: Reprodução)

O mercado pecuário encerrou o mês de maio calmo, com poucos negócios, informa a Scot Consultoria. O planejamento da ponta compradora era adquirir boiadas conforme a necessidade, de maneira escalonada. Aqueles que ofertavam abaixo das referências vigentes não fechavam negócios. Já a ponta vendedora esteve firme e não negociava a preços menores, afirma a Scot. A passagem da frente fria na última semana, acompanhada de chuvas, sustentou as condições das pastagens em diversos Estados e proporcionou aos pecuaristas uma postura mais firme, permitindo aguardar melhores condições de pagamento para entregar as boiadas. Nesta sexta-feira (29/5), o indicador do boi gordo Cepea/Esalq, baseado nos negócios realizados no Estado de São Paulo, registrou a cotação de R$ 349,70 a arroba. Com isso, o preço médio fechou maio com uma queda acumulada de 1,34%. Das 33 regiões monitoradas pela Scot, 28 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária nesta sexta-feira. Foram registradas quedas em Goiânia (GO), Pelotas (RS), oeste do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Já em Santa Catarina a cotação subiu. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 347 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China” e da novilha subiram R$ 2 e R$ 3, respectivamente, para R$ 352 e R$ 330 a arroba, respectivamente. Os valores da vaca não tiveram alteração. As escalas de abate, que vinham confortáveis entre o fim da terceira semana e o início da quarta, perderam força. “Os frigoríficos vêm encontrando maior dificuldade na composição de suas escalas, que no momento atendem entre seis e oito dias úteis na média nacional”, informa Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado. Segundo a Scot, o posicionamento majoritário das indústrias é de cautela, enquanto aguardam o desenrolar da próxima semana, que virá acompanhada do pagamento dos salários, fator que pode estimular negócios caso houver melhora das vendas de carne. Para os exportadores, o bom volume embarcado e os bons preços pagos pela tonelada de carne contribuíam para a firmeza das cotações. “O mercado segue atento a demanda relacionada a Copa do Mundo, tanto interna, quanto externa (Estados Unidos). Além disso, a progressão da cota chinesa é outro elemento central a ser considerado na formação de tendência ao longo de 2026, com perspectiva de esgotamento da cota entre os meses de junho e julho”, destaca Iglesias. Já o atacado encerrou o mês apresentando acomodação em seus preços ao longo da sexta-feira. Para junho, é grande a expectativa em torno da Copa do Mundo, com bom potencial de demanda com o evento em questão como catalisados. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural