Presidente da CNA promete mobilização do agronegócio nas eleições de 2026
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, prometeu mobilização do agronegócio nas eleições de 2026. Sem cit...
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, prometeu mobilização do agronegócio nas eleições de 2026. Sem citar nomes, ele disse que a classe produtora rural vai eleger quem realmente tem compromisso com o setor. Vamos mostrar mais uma vez que nós temos capacidade de mobilização, e nós vamos mobilizar, mesmo, a classe de produtores rurais para escolher quem são realmente aqueles que têm compromisso com o agro brasileiro para estar sentando aqui [plenário da Câmara]. Não que seja um Congresso do agro, mas que tenha compromisso com o agro, disse Martins. Em discurso, Martins criticou a ausência do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na sessão solene que marcou o lançamento da Agenda Legislativa do Agro 2026, produzida pela entidade, nesta quarta-feira (11/3). Ele também lamentou a baixa presença de parlamentares no evento. Tínhamos de ter não só o presidente da Casa, mas mais deputados ligados à nossa classe para nos dar ânimo para continuar. Não que o presidente seja vital para a agropecuária, mas ele representa o Congresso e é simbólica a figura dele para nos dar a condição de sair daqui e dizer que vamos à luta porque o presidente nos apoia, temos um Congresso que entende que o agro precisa ser apoiado, disse o presidente. João Martins citou seu repúdio àqueles que ainda não dão o devido valor ao agronegócio brasileiro. A eleição vem aí, e eles [políticos] esquecem que cada um de nós tem condição de influenciar, de induzir voto, de ajudar aqueles que trabalham e nos dão apoio durante a nossa grande jornada, completou. Martins salientou que o setor agropecuário mostrou solidez e a competência do produtor rural nos últimos anos, apesar do tumulto que o país vem atravessando. Segundo ele, bons resultados foram alcançados mesmo contra aqueles que achavam que o agro não era importante nesse país.