Quais são os dez alimentos que mais subiram de preço nos últimos 12 meses?

Com 25,50% de aumento entre março de 2025 e fevereiro de 2026, a batata-doce foi o alimento que mais subiu de preço nos últimos 12 meses, conforme o Índice ...

Quais são os dez alimentos que mais subiram de preço nos últimos 12 meses?
Quais são os dez alimentos que mais subiram de preço nos últimos 12 meses? (Foto: Reprodução)

Com 25,50% de aumento entre março de 2025 e fevereiro de 2026, a batata-doce foi o alimento que mais subiu de preço nos últimos 12 meses, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (12/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A explicação para a alta do tubérculo no carrinho de compras está no campo, onde as lavouras das principais regiões produtoras foram afetadas por eventos climáticos extremos no ano passado. Períodos com chuva em excesso e calor intenso prejudicaram o desenvolvimento das plantações. A consequência foi a baixa produtividade, seguida pela redução da oferta no mercado. Além de afetar o preço da batata-doce, o clima também contribuiu para o aumento de outros alimentos nos últimos 12 meses, como o café solúvel, que subiu 22,85% após prejuízos na florada da safra de 2024. Em paralelo, mais um fator que contribuiu para a elevação tanto do café solúvel como do cafezinho (13,03%) e do café moído (10,13%) foi a quebra de safra em outros países produtores, aumentando a procura pelo café brasileiro no mercado internacional. No geral, a inflação de alimentação e bebidas aumentou de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. Em 12 meses, a alta foi de 1,76%. Já a inflação total de fevereiro medida pelo IPCA subiu de 0,33% em janeiro para 0,70% em fevereiro. Em 12 meses, o índice ficou em 3,81%. Confira na lista da Globo Rural os dez alimentos que mais subiram de preço nos últimos 12 meses: 1 – Batata-doce: 25,50% Motivo: a oferta ficou reduzida pelos prejuízos nas lavouras provocados por eventos climáticos extremos. 2 – Café solúvel: 22,85% Motivo: encarecimento do grão de café, principal matéria-prima do item que chega ao consumidor brasileiro nas prateleiras. 3 – Pimentão: 21,14% Motivo: as lavouras nas principais regiões produtoras da hortaliça no Brasil foram afetadas por longos períodos de estiagem ou episódios de chuva intensa. 4 – Mandioca: 18,29% Motivo: o aumento nos preços está ligado à redução na oferta de raízes causada, principalmente, pelo clima, que dificultou a colheita em algumas regiões. Além disso, a baixa rentabilidade reduziu o interesse no cultivo. 5 – Farinha de arroz: 14,75% Motivo: assim como acontece com os derivados do café, o preço é afetado pela elevação da matéria-prima, o arroz em casca. 6 – Cafezinho: 13,03% Motivo: a alta está relacionada aos problemas climáticos que afetaram a safra brasileira de café e ao aumento dos custos nos serviços associados ao preparo. 7 – Pera: 12,39% Motivo: considerando as principais variedades comercializadas no varejo – Williams (ou Bartlett) e Rocha (ou Portuguesa) –, a Ceagesp explica que o aumento coincide com a época de baixa entrada de importação. 8 – Feijão-carioca: 11,50% Motivo: dificuldades na colheita e restrições de área da primeira e da segunda safras, conforme avaliação de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 9 – Morango: 11,21% Motivo: o fruto é sazonal e apresenta queda e aumento no preço dependendo da época do ano. Neste momento, por exemplo, na transição do verão para o outono, a entrada de morango é menor na Ceagesp, enquanto nos meses mais próximos ao inverno a quantidade é maior pela colheita em alta em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. 10 – Café moído: 10,13% Motivo: assim como a versão solúvel, o café moído ficou mais caro devido aos prejuízos causados pelo clima na safra de 2024.