Seis touros de rodeio lendários e valiosos que já morreram. Lista tem feras do Brasil e do exterior
A morte recente de Man Hater, touro bicampeão mundial da Professional Bull Riders (PBR), trouxe à tona lembranças de outros animais que marcaram gerações d...
A morte recente de Man Hater, touro bicampeão mundial da Professional Bull Riders (PBR), trouxe à tona lembranças de outros animais que marcaram gerações de competidores e fãs do esporte. Nas arenas de rodeio do Brasil e de outros países, alguns foram além da força e da dificuldade nas montarias e se transformaram em lendas. Man Hater é um desses casos. Avaliado em cerca de US$ 1 milhão, o animal foi sacrificado no dia 8 de março após sofrer uma grave lesão na pata traseira direita durante a montaria contra o australiano Brady Fielder. A fratura era irreparável, segundo avaliação dos veterinários que o atenderam. Relembre outros touros de rodeio famosos e valiosos que já morreram Bandido Touro Bandido: o maior da história dos rodeios no Brasil Reprodução/Globoplay Considerado o maior da história do rodeio brasileiro, Bandido ficou conhecido por derrubar mais de 200 peões ao longo da carreira e ser vencido apenas uma vez. O feito aconteceu em 2001, quando Carlos de Jesus Boaventura permaneceu oito segundos sobre ele no Rodeio de Jaguariúna (SP). O animal morreu em janeiro de 2009, após ser diagnosticado com um câncer de pele maligno próximo ao olho esquerdo. Ele chegou a passar por sessões de quimioterapia, mas a doença se espalhou pela cabeça, pulmão e garganta. A fama nas arenas foi tamanha que Bandido participou da novela América, escrita por Glória Perez, na TV Globo. Bodacious Bodacious: a celebridade bovina Divulgação/PBR Chamado de “celebridade bovina”, o touro Bodacious, de quase 800 quilos, foi o primeiro campeão mundial da PBR, em 1995, e bicampeão da Professional Rodeo Cowboys Association (PRCA), em 1994 e 1995, sendo um dos poucos a conquistar as duas competições. Em 135 montarias, apenas seis peões conseguiram completar os oito segundos sobre o animal. E essa trajetória fez com que fosse homenageado em 2019 com o prêmio Brand of Honor. Segundo a PBR, o touro, já conhecido pela força na época, “ficou ainda mais famoso por mandar o campeão mundial Tuff Hedeman, em 1995, para o hospital após quebrar quase todos os ossos principais do rosto”. Bodacious morreu em 2000, vítima de um ataque cardíaco. Dillinger Dillinger: homenageado pela carreira Divulgação/PBR Assim como Bodacious, Dillinger também foi homenageado pela Professional Bull Riders (PBR) com o prêmio Brand of Honor em reconhecimento à carreira de sucesso nas arenas americanas. Entre os feitos marcantes está o bicampeonato mundial em 2000 e 2001. A aposentadoria aconteceu em 2002, após uma lesão na perna. Segundo a PBR, Dillinger participou de algumas das maiores pontuações da história da competição, como 95,5 pontos para Jim Sharp, 95 pontos para Ednei Caminhas e 94,5 pontos para Corey Navarre. Bruiser Bruiser: campeão de várias ligas Globo Rural Mais um touro lendário na lista, Bruiser repetiu o feito de Bodacious ao conquistar títulos tanto na Professional Bull Riders quanto na Professional Rodeo Cowboys Association (PRCA). O animal morreu em 2022, aos 11 anos, com números expressivos na carreira. Ele foi montado com sucesso 29 vezes em 104 montarias. Além disso, nas 60 montarias realizadas na série principal, apenas 17 peões conseguiram dominá-lo. Agressivo Agressivo: um dos mais temidos das arenas brasileiras André Silva Considerado um dos touros mais temidos dos rodeios brasileiros e sucessor de Bandido, Agressivo morreu em 2018, três anos após se aposentar das arenas. Durante a carreira, conquistou 13 fivelas de melhor touro da PBR Brasil, foi eleito o melhor da etapa na Festa do Peão de Barretos, em 2010, e ficou oito anos invicto. Ao anunciar a morte do animal, o proprietário, Paulo Emílio Marques, afirmou que Agressivo chegou à fazenda com seis anos e “logo ganhou o status de o mais temido”. Little Yellow Jacket Littel Yellow Jacket derrubou peão em menos de dois segundos Divulgação/PBR O touro com mais de 820 quilos estreou na PBR em 1999 e foi campeão mundial três vezes, em 2002, 2003 e 2004, com taxa de derrubada superior a 84% e notas acima de 93 pontos para os 14 peões que conseguiram permanecer 8 segundos sobre ele. Um dos momentos marcantes aconteceu em 2003, quando derrubou Chris Shivers em menos de dois segundos. Segundo a Professional Bull Riders, o feito rendeu ao dono US$ 50 mil pela vitória. Já o peão perdeu a chance de faturar US$ 1 milhão. Em entrevista ao site da PBR, ele afirmou que, apesar da derrota, “ficou muito feliz por ter participado de um dos maiores momentos da história”. Little Yellow Jacket morreu em 2011, quando tinha 15 anos.