Soja e milho sobem em Chicago após forte alta do petróleo
Mais uma vez a movimentação do mercado do petróleo mexeu com a precificação dos grãos na bolsa de Chicago. Em dia de alta generalizada, a soja encerrou as...
Mais uma vez a movimentação do mercado do petróleo mexeu com a precificação dos grãos na bolsa de Chicago. Em dia de alta generalizada, a soja encerrou as negociações com elevação de 1,02% nesta quarta-feira (11/3), com os contratos para maio cotados a US$ 12,14 o bushel. Com valorização de 4%, o petróleo puxou a alta do óleo de soja, que também avançou 2%, dando impulso às cotações da oleaginosa. Nesse momento, os preços da soja estão em ascensão no mercado internacional, segundo Ênio Fernandes, analista da Terra Agronegócios. “Em pouco tempo, a soja saiu para menos de US$ 11 o bushel e chegou aos patamares atuais primeiro pela expectativa de um novo acordo entre EUA e China que deverá ser anunciado no final do mês. Isso já motivou os fundos a entrarem na ponta compradora em Chicago”, destacou. Aliado a isso, acrescentou o analista, as altas recentes do petróleo, impulsionadas pela guerra no Irã, geram a expectativa de aumento na demanda por biocombustíveis, e consequentemente por soja. Nesse sentido, Fernandes disse que há apelo de governadores americanos para aumento na mistura dos biocombustíveis aos combustíveis fósseis, em meio à disparada do petróleo. “O possível acordo [entre EUA e China] tem poder de reduzir os estoques americanos. E a política sobre os biocombustíveis pode de fato avançar, já que Trump quer agradar uma parcela importante do seu eleitorado”, observou Fernandes. Milho O milho fechou a sessão em Chicago com preços em alta, também diante da expectativa de aumento na produção de biocombustíveis nos EUA. Os contratos para maio subiram 1,77%, para US$ 4,6025 o bushel. Entre os debates sobre biocombustíveis nos EUA está aquele que defende aumento na mistura de etanol à gasolina. Uma procura maior por etanol nos Estados Unidos tende a elevar o preço do milho em Chicago, já que o cereal é a principal matéria-prima do biocombustível no país. Trigo Após uma baixa de mais de 2% na última sessão, os futuros do milho subiram na bolsa de Chicago, acompanhando a valorização dos demais grãos. Os lotes com vencimento em maio avançaram 0,63%, a US$ 5,9475 o bushel. O ajuste técnico se soma às previsões climáticas negativas para áreas produtoras americanas, que seguem necessitando do aumento das chuvas. Segundo boletim da consultoria Granar, pelos próximos 14 dias, as precipitações devem seguir abaixo do ideal.