Soja encerra a semana com queda na bolsa de Chicago
O preço da soja fechou em queda nesta sexta-feira (13/3) na bolsa de Chicago. O contrato para maio ajustou para US$ 12,25 por bushel (-0,16%) e o vencimento ju...
O preço da soja fechou em queda nesta sexta-feira (13/3) na bolsa de Chicago. O contrato para maio ajustou para US$ 12,25 por bushel (-0,16%) e o vencimento julho foi cotado a US$ 12,37 por bushel (-0,20%). Depois de três dias seguidos de altas, o mercado teve uma sessão de realização de lucros. Os operadores do mercado seguem acompanhando, no entanto, os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre o mercado internacional de commodities, especialmente o petróleo, em tendência de alta desde o início do conflito. O Barchart destaca ainda que os dados de exportação de soja dos Estados Unidos, divulgados pelo Departamento de Agricultura do país (USDA) indicaram um volume acumulado de 36,49 milhões de toneladas, queda de 19% em comparação com o mesmo período no ano passado e abaixo da média histórica de vendas para esta época. Na mínima do dia, o contrato de maio chegou a ser negociado a US$ 12,09 por bushel. O de julho chegou à mínima de US$ 12,22 o bushel. Ao longo da sessão, houve um movimento de diminuição das perdas. Ainda assim, os preços fecharam em baixa, apesar da estabilidade no mercado de óleo de soja no dia, em Chicago, com as cotações fechando na casa dos 67 centavos de dólar por libra-peso. A consultoria Granar, da Argentina, destaca que outro fator de pressão sobre os preços da soja em Chicago é a entrada da safra brasileira. Além do conflito no Oriente Médio, o mercado deve ficar atento às tratativas entre Estados Unidos e China, que podem refletir positivamente no comércio bilateral de soja. Neste fim de semana, o secretário do Tesouro americano Scott Bessent deve conversar com vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Milho Os preços do milho fecharam em alta a sessão na bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em maio encerrou o dia valendo US$ 4,67 por bushel, valorização de 1,03%. Para julho de 2026, o bushel do cereal foi cotado a US$ 4,78 (+0,9%). A consultoria Granar, da Argentina, destaca que o mercado futuro de milho acumula três semanas de ganhos. Nesta sexta-feira, a manutenção do mercado de petróleo a preços firmes e um indicativo de demanda pelo cereal tiveram mais peso do que um movimento de realização de lucros. Com os preços do petróleo em alta, influenciados pela guerra no Oriente Médio, cresce a pressão por aumentos de mandatos de misturas de biocombustíveis. Nos Estados Unidos, a demanda é por uma proporção de 15% de etanol, que tem no cereal sua principal matéria-prima. Trigo Os preços do trigo encerraram a sessão com altas de mais de 2% nos principais contratos negociados. O vencimento maio ajustou para US$ 6,13 por bushel (+2,55%), e o de julho, para US$ 6,24 por bushel (+2,46%). +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural